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Choque cultural em viagens corporativas: 5 dicas para lidar com isso

Existem várias formas de contornar os problemas decorrentes do choque cultural. Para conhecê-los, você não pode deixar de conferir este post!

Se você tem que viajar a trabalho, já deve ter sentido o chamado choque cultural. Essa situação é caracterizada pela falta de adaptação e resiliência, causada principalmente pela sobrecarga e estresse da rotina diária.

Na prática, você pode sofrer com isso, mesmo que viaje centenas de vezes e vá a um lugar já conhecido. Entre os sintomas que pode sentir estão:

  • Ansiedade;

  • Irritação;

  • Sentimento de solidão;

  • Aborrecimento;

  • Hostilidade com pessoas nativas;

  • Redução no desempenho com estudos e trabalho.

Agora, a pergunta que fica é: como sair dessa situação? Existem várias dicas que podem lhe ajudar. Reunimos as 5 principais neste post. Então, que tal saber quais são elas?

1. Faça uma imersão na cultura da própria empresa

Uma boa alternativa para evitar o choque é imergir na cultura organizacional da empresa para se adaptar aos costumes locais. Afinal, o problema pode ser sentido em detalhes rotineiros, como com a linguagem utilizada ou a etiqueta durante os almoços de negócios.

Essas situações simples podem causar conflitos e mal-entendidos. Portanto, o ideal é observar o que a empresa mostra para o mundo externo. Leia sua missão, visão e valores.

Se necessário, viaje até a sede da empresa para entender melhor como tudo funciona e o que é exigido dos colaboradores. Essa é uma possibilidade válida, por exemplo, se você atuar no Brasil, mas a companhia for japonesa.

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2. Estude o idioma local

Conhecer a língua falada pelos nativos é uma forma simples de aumentar suas chances de sucesso. É uma opção interessante mesmo se o idioma for incomum, como o polonês.

Ao estudar o idioma, você conseguirá dialogar melhor. Assim, será mais fácil fechar parcerias e criar networking. Mais que isso, a língua nativa é uma abertura para a cultura local.

Aliás, as expressões coloquiais, características da gramática e ditados dizem muito sobre a forma de pensar das pessoas naquele país. Por isso, essa é uma maneira de conhecer melhor a população.

3. Entenda que a cultura interfere na hora de fazer negócios

Você sabia que entre 45% e 70% das fusões e aquisições de empresas no mundo dão errado? E um dos principais fatores é a dificuldade de integração cultural. O dado é apresentado em matéria do jornal O Estado de S. Paulo.

Por isso, entender a importância desse aspecto na hora de fazer negócios é imprescindível. Qualquer negociação deve extrapolar os critérios de mercado e financeiros.

A ideia é compreender: pontos fortes e fracos, líderes influentes, estilo de liderança, como a empresa se comunica e o clima organizacional. A partir dessas características, fica mais fácil manter um patrimônio intangível e consolidado.

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4. Conheça as 4 fases do choque cultural

Esse ciclo de reajuste a uma nova etapa é composto por 4 fases diferentes. Confira.

4.1. Fase 1

O sentimento é de euforia e você está feliz com a mudança. Nota semelhanças com seu local de origem e as diferenças ainda são interessantes.

4.2. Fase 2

Os elementos da nova cultura passam a incomodar e geram irritação, impaciência, tristeza e raiva. Os pequenos aborrecimentos diários se tornam grandes problemas. Por isso, você sente esgotamento físico e mental. Alguns vícios podem ser criados para compensar os sentimentos, como comer ou dormir em excesso e obsessão por limpeza.

4.3. Fase 3

O processo de adaptação começa e há uma aceitação das peculiaridades locais. Os sentimentos negativos são compreendidos e você encontra novas formas de lidar com eles.

4.4. Fase 4

Esse é o momento de aproveitar a nova cultura, fazer amizades, conhecer lugares novos e até oferecer dicas para os novatos.

5. Insira-se na cultura local

A melhor forma de passar pelas fases de adaptação é conhecer a música, o cinema, as artes visuais, a literatura e qualquer outro aspecto que ajude a entender o cotidiano da população.

A televisão pode contribuir muito, porque permite compreender o que os nativos gostam ou não em termos entretenimento e afins. Os comerciais são outras boas fontes de conhecimento para saber como as empresas lidam com os consumidores. Assim, você também pode obter insights para o seu trabalho.

Desse modo, o choque cultural é uma via de mão dupla. Ele traz sentimentos negativos, mas pode ser uma boa ferramenta para conhecer o local e aprender mais sobre outro país.

E você, já passou por isso? Conte pra gente e explique como fez para sair dessa situação!

Regras de etiqueta para viagens em países com peculiaridades culturais

Conheça algumas regras de etiqueta aplicadas a casos concretos para se livrar de situações indesejadas em viagens corporativas

Em viagens corporativas, os efeitos do choque cultural são inevitavelmente sentidos. Tratamos desse tema em post recente (clique aqui para conferir). Naquela ocasião, apontamos algumas dicas sobre como contornar situações de dificuldade.

Hoje, partimos de uma proposta parecida, que é trazer algumas regras de etiqueta responsáveis por retirar muitas pessoas de verdadeiras enrascadas. E, de modo a facilitar a compreensão das dicas que traremos, abordaremos exemplos concretos de peculiaridades culturais de diferentes países. Não deixe de conferir!

Momento de oferecer gorjetas

Uma dúvida clássica em viagem a outros países diz respeito à necessidade de se oferecer gorjetas pelos serviços prestados em bares, restaurantes, hotéis e táxis. A princípio, podemos pensar que isso não constitui um problema, propriamente. Afinal, bastaria oferecer um valor generoso sempre que atendido por alguém, não é mesmo?

Não. A situação não é tão simples assim. Em alguns países, oferecer gorjeta é extremamente ofensivo e pode causar uma indisposição com quem está lhe servindo de alguma maneira. Em algumas regiões do interior da China, por exemplo, a gorjeta é ilegal. Além de ser extremamente mal vista em todo o território.

Em outros países, como o Japão, embora a gorjeta não represente uma ofensa, ela é absolutamente desnecessária. Isso porque os japoneses têm verdadeira predileção pela receptividade, apresentando grande prazer em servir. Desse modo, qualquer valor adicional pelo serviço pode até ser aceito, mas é dispensável.

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Abordagem junto a desconhecidos

O brasileiro é conhecido em todo mundo pela sua cordialidade e presença de espírito. Em relação à maioria dos países europeus, somos considerados mais afetivos. Isso se traduz em abordagens tidas como calorosas junto a pessoas que pouco conhecemos, com comprimentos efusivos e informalidades em geral.

Isso pode ser visto com bons olhos por boa parte dos estrangeiros. Mas em viagens de negócios, todo cuidado é pouco e cabe seguir algumas regras de etiqueta. Imagine só perder um grande contrato apenas por não ter se portado de maneira parcimoniosa? Sem gestos que indiquem uma intimidade que ainda não existe. Seria terrível, não é mesmo?

O ideal, portanto, é ir com calma em qualquer tipo de abordagem. Em jantares de negócios, por exemplo, prefira gestos sóbrios e conversas triviais. Pense que é sempre mais confortável saber onde se está “pisando”.

Consumo de álcool em países islâmicos

É mais do que óbvio reafirmar a necessidade de cumprir a lei onde quer que estejamos. Mas quando a lei condena um hábito enraizado em nossa cultura, corremos o risco de nos esquecer da proibição. Esse é o caso do consumo de álcool em países islâmicos.

Não é raro ouvirmos falar de caso de brasileiros que enfrentaram problemas com a polícia em visita a países como Emirados Árabes Unidos ou Arábia Saudita. E, se você não a quiser entrar para essa estatística, o melhor é se abster daquele bom drink, vinho ou cerveja em viagens a países islâmicos.

Vestimentas e maneira de se portar

Um assunto muito delicado e que diz respeito às mulheres são as vestimentas utilizadas em viagens em países árabes. Até mesmo em países considerados mais “liberais”, o simples fato de deixar os cabelos a mostra será um grande problema.

O rol de restrições, na verdade, pode ser bem mais extenso. Ou seja, é necessário conhecer a fundo as regras de etiqueta e recomendações sobre como se portar em cada território. Infelizmente, quem é mulher terá que se submeter a tal condição, caso tenha a necessidade de visitar determinados países.

Conclusão

Com o post de hoje, esperamos ter trazido dicas importantes sobre regras de etiqueta. Ainda que você considere ser possível passar por cima de algumas recomendações, lembre-se de que não cabe ao estrangeiro questionar os institutos legais ou comportamentos consagrados pelo hábito. Sem nenhum exagero, podemos dizer que o sucesso de sua viagem corporativa dependerá do respeito a cultura local.

E você, tem mais alguma recomendação de regras de etiqueta ou alguma situação inusitada pela qual tenha passado? Conte para gente!